2ª Sessão (Equinócio de Outono / Lua da colheita)
Sabia que?
O nosso calendário, como sabemos divide o ano em doze meses e em 365 dias (ou 366 de 4 em 4 anos – anos bissextos) Porém talvez não saibamos que tudo começou no Egito antigo, há mais de 5000 anos. Aí sob a influência dos calendários lunares da Mesopotâmia, dividiam o ano em 3 períodos de 4 meses, sendo estes divididos em 3 períodos de 10 dias, num total de 360 dias Mas ali ocorria anualmente as cheias do rio Nilo, e esta divisão do tempo, para além de dividir o ano em três partes o período das cheias, o período da sementeira e o período da colheita, não batia certo com este calendário no número de dias 365 Naquela época a primeira aparição da estrela Sírios (Constelação do cão maior, e é também a estrela mais brilhante do hemisfério Norte), coincidia com a chegada das referidas cheias Assim foi associado a este acontecimento, o sinal de começo de um novo ano.
Isto fez com que os egípcios tivessem o melhor calendário da antiguidade. Mas não era perfeito, havia um desajuste de 6 horas em comparação com o ano real. De tal forma que os dias festivos e o início das estações do ano iam-se atrasando pouco a pouco (1 mês por cada 120 anos). Para corrigir este desajuste, Sosígenes (um egípcio de Alexandria) assessor de Júlio Cesar aconselhou-o a introduzir o ano bissexto. Com isto o ano teria uma duração de 365,25 dias, o que já era muito próximo do ano real 365,2422 dias. Mesmo assim esta pequeníssima diferença fez com que no final do século XVI, o começo da Primavera estivesse 10 dias adiantado em relação à data oficial. Para corrigir tal erro o Papa Gregório XIII decretou que o dia seguinte à quinta-feira, 4 de outubro de 1582, fosse sexta-feira dia 15 e que aquele ano tivesse apenas 355 dias. Para além disto para evitar que tal erro se repetisse, decretou que todos os anos acabados em dois zeros, excetuando os múltiplos de 400, deixassem de ser bissextos. Assim ficou estabelecido o nosso calendário atual (Calendário Gregoriano).



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