1ª Sessão (Chuva de estrelas - Perseidas)


As Perseidas podem ser observadas entre 17 de julho e 24 de agosto.

Esta foi a nossa sessão inaugural, tivemos a presença da Professora Natália Botelho que nos guiou pelo céu e nos falou sobre este fenómeno astronómico.

Esta chuva de estrelas cadentes, conhecida como Perseidas, materializa-se para o olho humano em luzes fugazes que atravessam o céu. Estas são provocadas por pequenos meteoroides (partículas com tamanho inferior a um grão de areia) que entram na atmosfera a mais de 210.000 quilômetros por hora. Isto é o equivalente a percorrer Portugal de norte a sul em menos de 10 segundos. Este fenômeno ocorre porque a Terra cruza anualmente os restos da cauda de um cometa (Swift-Tuttle), que completa uma órbita ao redor do Sol em, aproximadamente, 133 anos. Com um núcleo com 26 quilómetros de diâmetros (mais do dobro do meteorito que terá extinguido os dinossauros), o cometa Swift-Tuttle é o maior dos objetos próximo à Terra que cruza repetidamente a órbita do nosso planeta.

Quando se aproxima do Sol, o cometa aquece, emite jorros de gás e pequenas partículas sólidas que terminam na nossa atmosfera. A esta velocidade, o choque com a atmosfera é tão brusco que a temperatura dessas partículas sofre um aumento de até 5.000 graus Celsius numa fração de segundo, pelo que se desintegram, emitindo um clarão (estrela cadente). Esta chuva de meteoritos recebe o nome de Perseidas, porque as partículas parecem vir da constelação de Perseu. No seu pico, que ocorre entre 12 e 13 de agosto, esta “chuva de estrelas”, pode chegar aos 110 meteoros por hora.  

Perseu, o herói que salvou Andrómeda

Perseus, Andrómeda e Cassiopeia são três constelações próximas no céu de verão. Mas são também três personagens da mitologia grega, cujas histórias se cruzam: Perseu casou com Andrómeda, filha de Cassiopeia.
Perseu era um semideus, filho de Zeus, que a pedido de um rei, derrotou a górgona Medusa — o monstro que tinha serpentes em vez de cabelos e transformava em pedra quem a olhasse nos olhos. Quando voltava para casa, ouviu uma bela donzela em apuros: Andrómeda. Para a salvar usou a sua espada e derrotou o monstro Ceto, que a mantinha prisioneira. Andrómeda tinha sido feita prisioneira por Posídon (o deus supremo dos mares), porque a sua mãe, ousou dizer que ela era mais bela que as nereidas, as ninfas do mar.

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